A Felicidade por Cristo, com Cristo e em Cristo
INTRODUÇÃO (Clica para saber mais)
1 – O quê, o porquê. o para quê e o como desta proposta
Mais do que uma Vigília ou uma celebração, esta proposta quer ser um modelo e uma sistematização de elementos que consideramos importantes para o trabalho que é preciso realizar, Ness área, nos Agrupamentos. Por isso, entendemos esta experiência mais como um ponto de partida do que como ponto de chegada. Não se trata de apresentar um ritual para realizar tal e qual, mas antes proporcionar um modelo e oferecer referências e exemplos concretos para o trabalho a fazer.
2 – Esta Vigília: O tema e a Estrutura
Antes de mais, convém constatar o que aqui se indica. A estrutura de uma vigília é constituída por três partes, cuja temática incide sobre a Lei e a Promessa. Nestas Vigílias é importante partir do especifico escutista. Por isso, esta proposta assume esta temática, tentando fazer dela oração e reflexão cristãs. Não podemos pretender que os Escuteiros sejam sujeito de espiritualidade cristã se não operarmos uma leitura cristã do especifico Escutista.
Ao agarrar o tema da felicidade como enfoque para considerarmos o específico escutista, estamos a ir ao encontro do Fundador, Baden-Powell, tal como estamos a ir ao encontro da fundamental procura do homem. Porque em Igreja, consideramos a felicidade a que o Escutismo é capaz de conduzir como felicidade por Cristo, com Cristo e em Cristo.
A Promessa do Escuteiro Católico, que contém em si mesma o cumprimento voluntário da Lei, é adesão a um conceito escutista de felicidade, em si mesmo já muito aproximado ao do Evangelho, mas que a opção católica da nossa associação faz coincidir. A Promessa é, pois, compromisso com esta felicidade, isto é, adesão aos valores escutistas iluminados pela luz do Evangelho. O cumprimento da Lei do Escuteiro apresenta-se, então, como caminho de perfeição cristã.
Nesta perspectiva havemos de entender o título da proposta que agora se faz: a felicidade por Cristo, com Cristo e em Cristo.
À procura da felicidade, comum a todo o homem, pode a Igreja responder com o Evangelho anunciado por meio deste instrumento que é o Escutismo.
3 – As finalidades e os elementos de uma Vigília
É neste horizonte que se há-de enquadrar a actividade orante e litúrgica dentro do Escutismo. Ao pretendermos, pois, apresentar um modelo, fazemo-lo deste modo: Assumindo explicitamente as ideias que em todas as realizações celebrativas devem estar implícitas.
Cada parte desta Vigília é constituída por vários elementos.
Pretende-se com este trabalho elencar uma série de subsídios, organizados por temas, que assim ficam disponíveis para serem usados na elaboração de vigílias “realistas”. Alguns desses elementos são resultado já da criatividade dos participantes num CAP-PORTO, onde esta proposta foi ensaiada e com resultado. São esses elementos: as súplicas e as proclamações da felicidade. A inclusão deles aqui pretende sublinhar a importância de momentos de criatividade nas celebrações tipicamente escutistas. Os jovens têm necessidade de, a par da experiência litúrgica “oficial”, encontrar oportunidades de rezar também à sua maneira. A questão é dar-lhes dados seguros a partir dos quais eles criem.
No caso presente, os dados fornecidos foram, para cada artigo da Lei, um trecho da Palavra de Deus e outro de B.P. a propósito. Acrescenta-se agora, também, um excerto das «Meditações Escutistas sobre o Evangelho», do Padre Jacques Sévin, fundador, em França, do Escutismo Católico, que interpreta, segundo as categorias e a linguagem do Escutismo, as palavras do Senhor: Estes excertos foram tirados do livro “O Evangelho do Escuteiro”, das Edições Salesianas. Acrescenta-se ainda, para cada elemento, a referência a um Salmo cujo sentido se enquadra na temática e que pode ser cantado ou simplesmente rezado.
4 – Usos possíveis
Variadíssimos usos se podem fazer desta proposta.
Pode ser realizada na totalidade das suas partes, mas retirando a cada uma alguns elementos. Nesse caso, propõe-se que a parte central, sobre a Lei, seja uma caminhada com dez paragens, acendendo-se em cada uma delas, com o grande círio da Promessa, um pequeno círio, significando deste modo que é a atitude de compromisso subjacente à Promessa que vincula a pessoa ao cumprimento da Lei. O grande círio da Promessa, se a Vigília se realizar dentro da igreja, poderá ser aceso no Círio Pascal. Caso seja fora da igreja, poderá ser aceso na fogueira. Mesmo no primeiro caso – dentro da igreja – deverá haver um grupo de pessoas que se desloca e vai encontrando e proclamando progressivamente os artigos da Lei. Uma outra possibilidade, onde houver condições, é fazer a primeira parte junto da Pia Baptismal, a segunda caminhando pela igreja em direcção ao Altar, onde se realizaria a terceira. Neste caso, é de sublinhar a iluminação baptismal da Promessa.
Ainda a propósito do uso desta proposta na integra, deve-se acrescentar a possibilidade de ela servir como programa para uma actividade tipo raide, com objectivos definidos principalmente no âmbito da dimensão espiritual e animação da fé. Mais uma vez, a Pia Baptismal seria o melhor lugar para começar e uma Celebração Eucarística, no campo ou na igreja, seria o modo ideal de terminar.
Outra possibilidade é usar só cada uma das partes, ou mesmo, cada um dos momentos da segunda parte, como base para uma Vigília, criando, a partir dos elementos fornecidos, vários esquemas equilibrados.
5 – Os cânticos
Os cânticos propostos foram pensados para momentos celebrativos especificamente escutistas. Não são cânticos de animação, mas tentou-se criar cânticos diferentes, adequados à oração e à celebração. Mais do que excluir os cânticos litúrgicos habituais, estes são um convite a usá-los, na medida em que apostam no reconhecimento, por parte das pessoas, de que há diferença entre os cânticos, consoante a finalidade para que são feitos. É, por isso, aconselhável, ao criar novos esquemas a partir deste, desde que se procure um certo nível litúrgico, a inclusão de outros cânticos. Os que aqui estão indicados, devem ser usados com equilíbrio.
6 – A articulação com a comunidade
Em tudo o que se fizer a partir daqui, deve ter-se sempre em consideração a articulação com a comunidade em que o Agrupamento está inserido.
Será, naturalmente, muito diferente um momento de oração só com a participação de uma Secção, em torno da fogueira, num acampamento ou, então, uma celebração com a presença da comunidade, na Igreja Paroquial.
A preparação e o rigor que se exigem neste segundo caso são muito maiores do que no primeiro, devendo também estar presente a preocupação em promover a participação activa daqueles que não são Escuteiros, não os deixando reduzidos à situação de meros espectadores.
É de salientar a necessidade de realização dos dois tipos, já que em ambos se cultivam dimensões essenciais da pertença comunitária dos Agrupamentos.
7- O presidente
O Presidente natural das celebrações e vigílias com Escuteiros é o Assistente de Agrupamento quer elas sejam grandes ou pequenas, no campo ou na igreja…
É no contexto deste princípio geral que devem ser pensadas as excep-ções. A preparação deve ser feita com ele. Se, eventualmente, não puder estar na realização, assuma, então, o Chefe de Agrupamento, ou da Unidade, se for caso disso, a presidência. Onde o Assistente de Agrupamento seja outro que não o Pároco, nas celebrações com a participação da comunidade, este deverá ter sempre uma palavra a dizer.
Nos Agrupamentos onde houver já a figura do Animador da Fé leigo, cabe a este, naturalmente, a coordenação deste trabalho, mas sempre em ligação com o Assistente.
8 – Conclusão
E importante, no processo de crescimento integral que o Escutismo procura, a existência de momentos de oração e celebração comunitária da fé. E é importante que esses momentos vão ao encontro das reais necessidades dos jovens, em termos espirituais. Por isso, se há-de procurar que eles tenham uma postura interventiva e criativa, permitindo-lhes espelharem-se na oração que fazem. Deve, contudo, procurar-se simultaneamente que a experiência celebrativa não se reduza às suas dimen-sões, mas que seja oportunidade de crescimento espiritual. É, por isso, necessário o caldeamento do que já são, com o que são chamados a ser:
Escuteiros Católicos, vivendo o compromisso com e na pista para a felicidade por Cristo, com Cristo e em Cristo.
Assim, a Vigília que aqui propomos é um ponto de partida para caminhar, se os Agrupamentos assim quiserem.

1ª Parte (Clica para saber mais)
A Promessa Escutista: Compromisso com a felicidade (Clica Para Saber mais)
Introdução e Acolhimento
Acender Grande Círio da Promessa (pode ser o próprio Círio Pascal)
(No Círio Pascal ou na Fogueira)
Oremos:
Ó Deus, Pai de infinito amor, no fogo, ofereceis aos homens
um sinal claro do Espírito do Vosso Filho Ressuscitado que anima o Vosso Povo na sua peregrinação sobre a terra.
A nós, que hoje vamos caminhar, guiados por este círio, percorrendo o caminho da Lei do Escuteiro, concedei a consciência de que é o Espírito Santo, o Espírito de Jesus Cristo, quem nos faz descobrir em cada artigo um horizonte novo de Graça e Liberdade, um desafio permanente ao crescimento e à perfeição, uma resposta cada vez mais fiel ao cumprimento da Promessa que nos iniciou neste caminho e que hoje renovamos.
Nós Vo-lo pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.
Ámen.
Palavra de Deus: 2 Pedro 1, 1-11
Salmo 15. – Se for cantado, ver Salmos Responsoriais, do Pe. Manuel
Luis, Pag. 86
«Meditação Escutista sobre o Evangelho», por Pe. Sevin: Evangelho do Escuteiro, 32
«Fazes frequentemente a renovação da Promessa de Escuteiro, com a disponibilidade de a cumprir. Que estas cerimónias rituais, mais ou menoscoloridas, não sejam um mero rito, mas tenham uma grande influência no teu, quotidiano. São momentos fortes, durante os quais avivas dentro de ti esse fogo novo que leva a viver sempre alerta para servir com qualidade».
Comentário: Convite à renovação da Promessa.
Renovação da Promessa:
Prometo, pela minha honra e com a graça de Deus, fazer todo o possível por: – cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria; – auxiliar o meu semelhante em todas as circunstâncias; – obedecer à Lei do Escuta
Canto da Promessa:
Minha Promessa atende,
Meu Deus, Deus meu,
E sobre mim estende
O manto Teu.
Eu Te amo e quero amar,
Cada vez mais.
Não deixes de escutar,
Senhor, meus ais.
Juro seguir Teus passos,
Como cristão,
E depor em Teus braços
Meu coração.
Minh’ alma toda cega
De fé e de amor
Hoje e sempre se entrega
A Vós, Senhor.
Convite para a caminhada:
A Promessa cumpre-se no cumprimento da Lei.
Aquela é compromisso com a Felicidade.
A Lei é caminho para a Felicidade.
Texto de Baden-Powell: Última Mensagem – último parágrafo.
Em pista com BP
Queremos a vida olhar
Ser felizes amando
Para a Deus chegar
« … O melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e, quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes, sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem. Estai preparados desta maneira para viver e morrer felizes – apegai-vos sempre à vossa Promessa escutista – mesmo depois de já não serdes rapazes, e Deus vos ajude a proceder assim …».
2ª Parte (clica para saber mais)
A Lei do Escuteiro: Pista da Felicidade
3ª Parte (Clica para saber mais)
Por Cristo com Cristo e em Cristo
A Promessa e a Lei – Versão completa
