PATRONOS E MODELOS DE VIDA

Patronos

Santo ou Beato da Igreja que no decurso da sua vida encarnou na plenitude os valores que se pretendem transmitir através da mística e do Imaginário de uma determinada secção, sendo por isso escolhido como protetor, e exemplo de vivência para os jovens da mesma secção.

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A escolha de patronos para o Escutismo remonta às origens do Próprio Escutismo, com a designação de São Jorge para Patrono mundial, por motivos históricos, culturais, pedagógicos e, naturalmente religiosos.

Afirmava Baden-Powell, começando por se referir aos “Cavaleiros da tábua redonda”: “Tinham a São Jorge por padroeiro, porque entre os santos era o único Cavaleiro. è o padroeiro da cavalaria e santo especial de Inglaterra. É também o padroeiro dos escuteiros em todo o Mundo. Por isso todos lhe devem conhecer a história (…) São Jorge foi o que o escuteiro deve ser (…) São Jorge comemora-se a 23 de Abril. Nesse dia todos os bons escuteiros se lembram de meditar sobre a sua promessa e a lei.

Na frase “São Jorge foi o que o escuteiro deve ser” está sintetizado o valor pedagógico dos patronos do Escutismo e a sua razão de ser. De facto, a vida dos santos, sendo inspiradora para qualquer crente, é-o também para qualquer escuteiro, com especial destaque para os Católicos (em comunhão com Roma) e os Ortodoxos, visto serem estes a valorizar mais o papel dos santos como estímulo à santidade.

Note-se ainda que “santos” era um dos nomes primitivos dado aos cristãos (cf. At 9.13.32.41; Rm 12.15.16; 1Cor 6.16; etc. O concílio Vaticano II, ao sublinhar a vocação universal de todos à santidade (Lumen Gentium 39). relaciona-a com a santidade da Igreja, esposa do único “santo”, Cristo Jesus. É pois, na medida em que se vive Cristo (GI 2,20) que se é santo, razão pela qual os batizados, mergulhados com Cristo na morte para com Ele ressuscitarem e, portanto, constituídos membros do Seu Corpo Místico, são efetivamente chamados “santos”.

Não obstante, e porque este Povo de Deus constituído organicamente no Corpo de Cristo ainda peregrina na terra ( com o que de limitação, fínitude e pecado isso implica) o seu caminho carece de estímulos e exemplos que ajudem a seguir o caminho certo. Os Santos e os Beatos, reconhecidos oficialmente pela igreja, por via da canonização e beatificação, são pequenos faróis colocados sobre a falésia das nossas incertezas e dúvidas que nos ajudam a encontrar o caminho certo, longe do perigo de rochedos e outros obstáculos. Eles não são a Luz, mas fazem-nos chegar a ela, tal como São João Batista não era a Luz mas veios para dar testemunho da Luz (Jo 1,7): a Luz dos Povos é Cristo (Lumen Gentium, 1) e só Cristo

Como na animação espiritual no Escutismo nenhum elemento surge isoladamente nem desligado das outras dimensões pedagógicas, a escolha dos patronos de secção encontra-se intimamente relacionada com a Mística e respetivos imaginários.

Convencionou-se considerar os patronos “santos ou beatos da igrejaque, no decurso da sua vida, encarnaram na plenitude os valores que se pretendem transmitir através da Mística e do imaginário de uma determinada secção, sendo por isso escolhidos como protetores e exemplo de vivência para os jovens dessa mesma secção.

Surge nessa definição um outro aspeto muito importante que se prende com a chamada “comunhão dos Santos”, ou seja, “a comunhão entre as pessoas santas (sancti), isto é, entre os que, pela graça, estão unidos a Cristo morto e Ressuscitado. Alguns são peregrinos na terra; outros que já partiram desta vida, estão a purificar-se, ajudados também pelas nossas orações; outros, enfim, gozam já da glória de Deus e intercedem por nós. Todos juntos formam, em Cristo, uma só familia, a igreja, para louvor e glória da Trindade.

A respeito da interceção dos santos, ensina ainda o catecismo da Igreja Católica, citando o Concílio vaticano II: ” Os bem-aventurados, estando mais intimamente , unidos a Cristo, consolidam mais firmemente a igreja na santidade (…) Eles não cessam de interceder a nosso favor, diante do Pai, apresentando oe méritos que na terra alcançaram, graças ao Mediador único entre Deus e os homens, Jesus Cristo (…) A nossa fraqueza é assim grandemente ajudada pela sua solicitude fraterna”.

Em síntese, há dois motivos principais pelos quais se apresentam diversos patronos no CNE
– Por serem exemplo, referência e testemunhas de Cristo ressuscitado;
– para intercederem por todos os Escuteiros e Dirigentes.

O patrono é exemplo de vida, uma referência singular, um estímulo para uma vida pautada pelos valores perenes e, simultaneamente, é um intercessor junto de Deus, razão pela qual é invocada a sua proteção.

Nossa Senhora foi desde sempre invocada como a Mãe dos Escutas,
São Jorge é invocado como patrono mundial do Escutismo,
São Nuno de Santa Maria, é o santo patrono de todo o CNE.





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Modelos de Vida

Figura da Igreja Católica que, à semelhança do Patrono, também encarnou os valores e ideais da mística e do imaginário da secção e que exprime a diversidade de caminhos e carismas possíveis para os viver.

Clica em cada Modelo de Vida para saberes mais sobre cada um deles.

Sta Clara de Assis
Sta Jacinta Marto
S.Francisco Marto
Abraão
Moisés
David
Sto António
Sta Isabel
S.João de Brito
Sta Teresa do Menino Jesus
Sta Catarina de Sena
Madre Teresa de Calcutá
Sto Inacio de Loyola
Santa Teresa Benedita da Cruz
S.João de Deus
S.Joao Paulo II

Modelos de Vida por Secção

Para além dos Patronos e das figuras que envolvem o CNE, muitos outros Santos têm importância nas dinâmicas da fé para escuteiros. Aqui ficam algumas biografias e documentos de alguns deles.

Quadro geral por secções

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