“Sentes-te ca´PAZ?” é o tema da próxima peregrinação nacional do CNE a Fátima.
Quem faz peregrinações “reza” com os pés e experimenta com todos os sentidos que a sua vida é um grande caminho para Deus. Fazer uma peregrinação não é apenas andar rumo a um Santuário. É um exercício completo, que envolve toda a pessoa, a alma e o corpo. Antes de iniciar o caminho, é preciso estar bem preparado, por dentro e por fora!
O tema escolhido para a peregrinação nacional, encerra em si um desafio, um desejo, uma missão… a Paz.
O desafio da Paz
A Paz é, antes de mais, um desafio pessoal. Começa dentro de cada um — no silêncio do coração, onde tantas vezes há ruído, pressa e inquietação. Ser construtor da paz implica reconciliar-se consigo próprio, aprender a escutar, a perdoar, a acolher as diferenças e a escolher o bem mesmo quando é difícil. É o desafio de transformar os passos da peregrinação em passos de conversão, deixando que o caminho até Fátima seja também um caminho interior.
O Desejo da Paz
Todos ansiamos pela Paz. Ela é o mais profundo desejo do coração humano — viver em harmonia com Deus, com os outros e com a Criação. Quando caminhamos juntos, lado a lado, percebemos que a Paz não é apenas ausência de guerra, mas presença de amor, de fraternidade e de justiça. A peregrinação nacional é expressão concreta desse desejo coletivo: milhares de escuteiros, diferentes entre si, mas unidos por um mesmo ideal e um mesmo propósito — semearem Paz onde quer que estejam.
A missão da Paz
Ser Escuteiro é assumir a missão de tornar o mundo um lugar melhor. É fazer da vida um serviço. Por isso, a Paz é também missão — não um ponto de chegada, mas um compromisso diário. Cabe-nos ser pontes onde há muros, diálogo onde há ruído, ternura onde há indiferença. A missão da Paz concretiza-se em gestos simples e constantes, no campo, na escola, na família, na comunidade e no mundo.
A visão de Baden-Powell sobre a Paz
Baden-Powell acreditava que o Escutismo era uma escola de vida e um caminho para a construção da Paz. “Deixai o mundo um pouco melhor do que o encontrastes” é mais do que uma frase inspiradora — é um programa de vida. O nosso fundador via nos escuteiros os “embaixadores da boa vontade”, jovens capazes de unir povos e culturas através do serviço, da amizade e do respeito. Para ele, educar para a Paz não era apenas ensinar a evitar o conflito, mas formar cidadãos ativos, responsáveis e solidários, que construíssem um mundo mais justo e fraterno.
Educar para a Paz hoje
Nos tempos que vivemos, a educação para a Paz é mais urgente do que nunca. O mundo continua marcado por guerras e injustiças, mas também por formas silenciosas de violência — a intolerância, o individualismo, o desrespeito, a falta de diálogo. Educar para a Paz é ensinar a escutar antes de falar, a compreender antes de julgar, a cuidar antes de reagir. É um caminho que exige paciência, coerência e testemunho.
Construir juntos o caminho da Paz
Ao prepararmos esta peregrinação nacional, queremos que cada etapa, cada proposta e cada símbolo nos ajudem a viver esta Paz em plenitude. Não apenas como tema, mas como experiência concreta e transformadora. “Sentes-te ca’PAZ?” convida-nos a olhar para dentro, a caminhar com os outros e a abrir o coração a Deus. Que este caminho nos leve a descobrir que a verdadeira Paz começa em nós, cresce entre nós e espalha-se por todos.