II Secção

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A Mística da II Secção

A mística da II Secção tem como tema central a «Descoberta da Terra Prometida». Aproveitando o fascínio próprio da adolescência por heróis e grandes aventuras, esta etapa convida o jovem a aceitar a Aliança com Deus e a fazer-se ao caminho. Inspirados pela mítica jornada do Povo Hebreu pelo deserto, os exploradores aceitam o desafio de partir em busca do cumprimento das promessas divinas, confiando na proteção de Deus.

Neste percurso de descoberta, Jesus Cristo assume o papel de herói supremo e o maior exemplo de vida a seguir, batendo-se pelas causas mais justas. Através da Sua vida, o jovem compreende que a Nova e Eterna Aliança também lhe é dirigida de forma pessoal. Ao longo da sua passagem pela secção, o explorador ganha uma nova consciência da presença de Deus no seu dia a dia, descobrindo novas formas de viver e de se doar aos outros, enquanto cresce em fé, coragem e audácia.

A Simbologia da Expedição

Para ajudar os exploradores a viver a Mística e o Imaginário, a II secção terá como símbolos a Flor-de-Lis, a Vara, o Chapéu, o Cantil e a Estrela.

Flor-de-Lis

A flor-de-lis, de nome científico Sprekelia formosissima, é o símbolo do escutismo de que o explorador é a imagem mais facilmente reconhecida (até pela tradução da palavra inglesa scout, por exemplo). Nas três folhas da flor-de-lis reconhecemos os três princípios do escutismo e os três compromissos assumidos na fórmula da promessa escutista. A flor-de-lis é, também, símbolo de rumo, indicando o norte nas cartas topográficas e de marear. É portanto um auxiliar básico de alguém que pretende descobrir o mundo. O Norte que a Flor de Lis representa é, acima de tudo, o próprio Cristo, pois só Ele dá sentido à nossa vida

Vara

A vara é um símbolo que evoca a vara de Moisés, no Antigo Testamento, sinal usado por Deus para manifestar o seu poder. De facto, a vara de Moisés transformou-se em serpente, para que os egípcios acreditassem, permitiu a Moisés abrir caminho através do mar, fez com que brotasse água do rochedo, etc. Para além disto, é facilmente associada ao imaginário do escuteiro dos primeiros anos da fundação e, por outro lado, à simbologia de São Tiago Maior, o peregrino. A Vara do escuteiro tem um conjunto alargado de utilidades, de onde se destaca o auxílio: à caminhada, à progressão da marcha, na navegação, no ultrapassar de obstáculos, em relação aos perigos e às adversidades. Simboliza assim a solidariedade, o progresso e a vontade de se pôr a caminho e partir à aventura.

Chapéu

O chapéu é símbolo da protecção. Em primeira análise, o “Chapéu” do cristão, ou a sua protecção é, antes de tudo, a própria Fé. Em termos físicos, permite o abrigo do sol, do frio, da chuva, etc. É ainda associado à imagem que temos do próprio B.P., que se preocupou em arranjar um chapéu para os escuteiros. Também São Tiago é reconhecido pelo chapéu que caracteriza o traje do peregrino, especialmente no contexto dos caminhos de Santiago de Compostela.

Cantil

O cantil é, na sua vertente de depósito, símbolo da responsabilidade – andar sem água não é inteligente. Mas é também símbolo de coerência, de estar preparado, como pedia B.P. Numa Patrulha, gerir a água durante uma actividade é tarefa muito importante que implica a consciência de que podem surgir imprevistos para os quais temos que estar preparados. Está associado também à sede de conhecimento, à sede de descoberta e de acção, característica do explorador. Por fim, representa também a água viva que é Cristo, oferecida a quem dela quiser beber. Essa Água sacia verdadeiramente para a vida eterna. A cabaça, associada à imagem de São Tiago Maior é, também, ou acima de tudo, um cantil.

Estrela

A estrela é símbolo da orientação. A Estrela Polar e o Cruzeiro do Sul são referências de orientação, especialmente de noite, quando é mais difícil encontrar e seguir um rumo. Todos os grandes exploradores recorreram a elas para concretizar os seus sonhos. São pilares na imensidão do céu, sinal da grandeza de Deus, que nos transmitem a segurança da fé e a certeza do sucesso. Foi uma estrela que, segundo a lenda, permitiu encontrar o túmulo do Apóstolo São Tiago e é lá, no Campo da Estrela (Campus stellae – Compostela), que permanecem os seus restos mortais. A vieira, símbolo jacobeu, é, também, de certa forma, uma estrela. Além disso, do ponto de vista bíblico, a estrela evoca ainda a Aliança de Deus com Abraão, em que lhe promete uma descendência mais numerosa que as estrelas do céu, imagem do Povo que Deus escolheu para Si, do qual também nós somos parte.

Oração

Senhor Jesus
ensinai-me a ser generoso,
a servir-Vos como Vós o mereceis,
a dar-me sem medida,
a combater sem cuidar das feridas,
a trabalhar sem procurar descanso,
a gastar-me sem esperar outra recompensa,
senão saber que faço a Vossa vontade santa,
Ámen.

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Dinâmicas e Recursos

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